Ôxetoberfest: conheça o bar de todas as cervejas artesanais DasLagoas

Todo bar tem cerveja, mas nem toda cerveja tem um bar. Parece contraditório, não é? Pois foi pensando em solucionar este impasse que o DasLagoas Brewpub se tornou a primeira fábrica/bar de Alagoas a ter uma cozinha cervejeira aberta ao público, sendo ainda o segundo do Nordeste a adotar essa ideia que toma como base um modelo consolidado nos Estados Unidos.

Por lá, no próximo sábado (14), na Avenida Dr. Antônio Gomes de Barros, 575, terá início a terceira semana do Circuito Ôxetoberfest. Com 10% de desconto em todas as cervejas da casa, incluindo a Jangadeiros Session IPA (uma session indica que a IPA possui menos amargor e álcool do que o estilo prega), o brewpub alagoano conta com outros quatro rótulos, todos de inspiração regional: Guerreiros (Blond Ale), Virgulino (IPA), Quilombos (Porter) e Aluá (Red Ale).

(Foto: Vanessa Siqueira/ Breje-se!)

Os nomes não são ao acaso e escondem cada um deles um fragmento histórico ou folclórico de Alagoas. No caso da Aluá, por exemplo, o amor proibido entre dois índios que – como forma de demonstrar esse amor – dividiram uma bebida fermentada sagrada, a Aluá, se tornou a fonte de inspiração para a cerveja. A breja, de alta fermentação, apresenta a coloração avermelhada, além lúpulos ingleses e notas de malte e caramelo. Já o segredo do amor proibido? Permanece um mistério somente revelado para quem for bebê-la.

Hoje, referência no cenário cervejeiro em Alagoas, a história do DasLagoas criado pelos sócios Raniel Gomes, Fabrício Drago e Bruno Castro, começa em meados de 2014, quando outra cerveja também de nome curioso, a Nêga Fulô, era produzida de maneira experimental no quintal da casa da avó do Raniel. O nome, ainda que vindo ao acaso, é a mesma inspiração do poema homônimo do alagoano Jorge de Lima.

“A gente usava os fundos da casa da minha avó. Foi lá que foram rodadas as primeiras brassagens. Por lá fizemos cervejas com frutas e aí tivemos cervejas com tangerina, de trigo com maracujá… até surgir a Nêga Fulô”, explica Raniel Gomes.

Raniel Gomes é o responsável pelo processo de fabricação das cervejas (Foto: Vanessa Siqueira/ Breje-se!)

Foi ela a pioneira de todas as cervejas do DasLagoas. A receita, que levava malte torrado, frutas escuras e contava ainda com notas de chocolate amargo e café expresso, terminou por mudar de nome e hoje se chama Quilombos – em homenagem à luta e resistência negra em União dos Palmares, no Agreste alagoano.

Cervejaria ou Brewpub?

Growler é um ótimo meio para armazenar chopes e levar para casa (Foto: Vanessa Siqueira/ Breje-se!)

Para tocar realmente o projeto, Raniel Gomes queria que o DasLagoas se tornasse uma cervejaria, mas a ideia realmente saiu do processo de fermentação com a chegada do sócio Fabrício Drago. A novidade trazida por Drago mostrava que o conceito de fábrica/bar seria muito mais relevante para a cidade, da mesma maneira que é nos Estados Unidos. Sendo assim, a proposta ganhou logo adesão e integrou ainda o primo de Fabrício no projeto, o Bruno Castro, no gerenciamento do brewpub.

“Unimos o útil ao agradável. Com um brewpub você tem 100% da cadeia de produção, pois somos os vendedores finais. Com a cervejaria não temos isso, já que ela vende para um restaurante ou bar e este repassa o custo para o cliente”, destaca.

Por ter uma fábrica aberta, o DasLagoas permite que a casa trabalhe fortemente com chopes. E se você for o sorteado do nosso blog (saiba mais no Instagram), o DasLagoas dá como prêmio um growler (garrafão utilizado para encher de cerveja) de 1 litro e que pode ser completado com qualquer das cervejas produzidas pelo próprio estabelecimento.

Casa das cervejas

Torneiras servem as brejas da casa e de cervejarias amigas (Foto: Vanessa Siqueira/ Breje-se!)

Com a capacidade de 12 torneiras on tap (a cerveja é servida ‘na pressão’ o que garante mais autenticidade e frescor no sabor), o DasLagoas se tornou ainda a casa de marcas parceiras como a Hop Bros (contamos aqui a história deles) e Caatinga Rocks (contamos aqui a história deles).

Se hoje o Sul e o Sudeste apresentam diversas cervejarias artesanais e especiais que passam a disputar o mercado brasileiro com mais veemência, a exemplo da Colorado, Baden Baden ou Eisebahn, de acordo com Raniel Gomes, em Alagoas esse tipo de concorrência simplesmente não existe.

“Aqui não existe concorrência, existe espaço para todo mundo. Hoje as pessoas gostam de experimentar coisas novas e ninguém gosta de tomar sempre as mesmas cervejas. No mundo artesanal as pessoas gostam de experimentar todo tipo de variedade. Se existisse concorrência, a gente, por exemplo, não colocaria nenhuma outra marca aqui e só serviria chope DasLagoas”, finaliza.

No DasLagoas, fora as duas cervejarias alagoanas, o visitante pode provar marcas de outros estados – como a DeBron e Ekaut de Pernambuco – ou até mesmo de outros lugares do mundo – como a Memminger, tradicional cervejaria artesanal alemã.

 

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