Weltenburger: de receita alemã, descubra a cerveja escura mais antiga do mundo

Você sabe qual é a cerveja escura mais antiga do mundo? Aposto que não, mas o nosso brejeiro e jornalista Milton Rodrigues provou e te revela qual é. A convite do Grupo Petrópolis, em visita recente a fábrica da Itaipava, em Itapissuma, região metropolitana de Recife-PE, ele teve a oportunidade de conhecer mais a fundo a Weltenburger Kloster Barock Dunkel, que aguçou o paladar do nosso brejeiro por apresentar uma cerveja leve, delicadamente adocicada e com notas suaves de café. Por lá, o nosso jornalista representou o blog Breje-se em um Beer Tour pelas dependências da fábrica. A visita vai render outras duas postagens sobre a experiência por aqui.

Rótulos exibidos no bar e restaurante da fábrica da Itaipava em Pernambuco (Foto Milton Rodrigues / Breje-se!)

Voltando para a Weltenburger Kloster Barock Dunkel, a breja de malte tostado foi criada em 1.050, no Monastério Beneditino de Weltenburger, a 90km de Munique. A cerveja é o registro mais antigo que se tem notícia sobre o estilo de fabricação de brejas escuras, sendo ainda a abadia mais antiga do mundo. Estudiosos defendem também que a atividade cervejeira realizada às margens do Rio Danúbio possa ter começado quase quatro séculos antes da sua fundação, depois da chegada dos primeiros monges beneditinos, de origem irlandesa e enviados pelo missionário São Columbano, por volta do ano 600.

(Foto: Reprodução / Google)

Foi nesse clima medieval que respeita a Lei da Pureza alemã, que a abadia foi construída sobre uma antiga fortaleza militar romana, onde mais tarde recebeu a arquitetura barroca que leva a assinatura dos irmãos Asam. Por isso, a cervejaria Weltenburger Kloster adotou um estilo próprio e único de fazer cerveja: o Barock Dunkel (Barroco Escuro na tradução literal), que leva o nome nas garrafas.

Além do sabor, o que mais causou espanto foi o preço. A Weltenburger Kloster Barock Dunkel, de 500 ml, não ultrapassa os R$15 em qualquer lugar do Brasil. Se formos levar em consideração o preço de outras marcas no mesmo estilo, onde o valor pode chegar aos R$ 20, a Weltenburger demonstra ser uma ótima alternativa para brejeiros experientes que buscam uma Dunkel menos encorpada e com mais liquidez, ou mesmo para você que aos poucos experimenta cervejas especiais, mas que no fundo não quer deixar de lado a sua Itaipava de “lei” do final de semana. A ideia aqui é não se assustar com aromas extremos. Nesse quesito, a Weltenburger leva nota 10 e conta com a qualidade alemã atestada pela antiga arte monástica do preparo e fermentação de cervejas escuras.

Propaganda da cervejaria Weltenburger Kloster (arte: Pedro Guerra – http://www.pedroguerra.org)

Fora do território alemão, o Grupo Petrópolis é simplesmente a única empresa a ter aval no mundo para reproduzir a receita (saiba mais). “É uma marca alemã de mosteiro, cerveja altamente tradicional e exclusiva do grupo. É a mais antiga do mundo em atividade hoje em dia. Devido à aprovação, o rigor na verificação de processos, eles só aceitaram que o Grupo Petrópolis fabricasse a cerveja fora da Alemanha. Anualmente os monges e mestres cervejeiros fazem visitas à fábrica [neste caso localizada em Teresópolis, no Rio de Janeiro] para acompanhar o processo. O produto é aprovadíssimo e eles estão bem tranquilos quanto à qualidade fabricada por nós”, garante o mestre cervejeiro do Grupo Petrópolis, Leonardo Penna, em entrevista concedida a este blog.

Leonardo Penna conta que monges alemães visitam o Brasil para verificar qualidade da cerveja (Foto Milton Rodrigues / Breje-se!)

A família Weltenburger é composta ainda por três outros rótulos: a Anno 1050 (Oktoberfest/Marzen), Urtyp Hell (Munich Helles) e Hefe-Weissbier (Weissbier). Nenhuma das três cervejas decepcionam, todas são bem leves e fáceis de tomar, com médio teor alcoólico e muita liquidez, ainda que a espuma não tenha tido muita persistência como na de trigo (Weissbier). Mesmo assim, sem dúvidas, o destaque mesmo é a Barock Dunkel, que soma também um título no Mundial de Cerveja de 2004.

Weltenburger Kloster Barock Dunkel

Estilo: Dunkel
Origem: Petrópolis – RJ / Brasil
Valor: em média R$ 15
Teor Alcóolico: 4,7% vol.
IBU: não informado / nada de amargor perceptível
Temperatura Ideal: 3º – 5º
Copo Ideal: tulipa ou taça
Harmonização: segundo Leonardo Penna, esta breja especificamente pode ser harmonizada com pratos mais pesados como uma feijoada ou carne vermelha, de modo a complementar o sabor.
Receptividade: a breja coleciona aprovações bem positivas nas principais redes sociais Untapdd e Ratebeer.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: